quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Maneiras de diminuir o estresse




Maneiras de diminuir o estresse


  • Dê ao seu corpo o descanso necessário para cada dia
  • Alimente-se de forma equilibrada. Não coma em excesso
  • Pratique exercícios físicos adequados, como caminhar rápido, de forma regular
  • Quando alguma coisa estiver preocupando você, converse com um amigo
  • Reserve mais tempo para ficar na companhia de sua família
  • Delegue funções ou divida as tarefas domésticas
  • Conheça seus limites físicos e emocionais
  • Fixe alvos realistas; não seja perfeccionista
  • Seja organizado; cuide para não deixar sua agenda muito apertada
  • Cultive qualidades cristãs como a brandura e a paciência
  • Reserve um tempo só para você

 Despertai!  de 8 de fevereiro de 2005

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Galeria de cartões

Passeio em Sta Cruz da Conceição


Ensinar desde a infância......

Crianças lendo histórias bíblicas




A leitura — uma arte desvanecente?

Não realmente, ainda que apresente dificuldades tanto para os adultos como para as crianças
É ESTARRECEDORA a frustração que resulta quando a criança não sabe ler com êxito. Mas, ao pensar bem, isto, de forma alguma, nos deve surpreender. O que poderá fazer uma criança em idade escolar que é deficiente na leitura? Poderá aprender o máximo possível de matemática, de história ou de qualquer outra matéria que exija estudo em particular se tiver dificuldade em entender os compêndios que fornecem as informações? Será que se sentirá no mesmo nível dos colegas de escola quando sua deficiência na leitura impede que mantenha o passo dos outros da sua própria idade? Poderá isto conduzir à revolta contra a escola e ao desprezo da autoridade que a representa?
Algumas autoridades dizem que tais coisas podem acontecer e de fato acontecem, e que um dos maiores problemas disciplinares nos ginásios se encontra entre os que não sabem ler. Além disto, a Sociedade Nacional em Prol do Estudo da Educação disse, no seu relatório de 1948 (publicado pela Universidade de Chicago e editado na revista Collier’s, de 26 de novembro de 1954): “Um número surpreendentemente grande de ginasianos e universitários são seriamente deficientes em muitos dos aspectos básicos da leitura. Em resultado, são incapazes de preparar eficazmente suas lições e sentem-se, portanto, frustrados nos seus esforços de cumprir seus deveres ginasiais e universitários.”
Portanto, é de suma importância saber ler com facilidade e compreensão. Contudo, nos EUA, no início da Segunda Guerra Mundial, 433.000 rapazes foram rejeitados no recrutamento militar especificamente porque não sabiam ler. Tendo as rejeições alcançado tamanhas proporções, o governo achou bom mudar seu programa e ensinar aos recrutas analfabetos os rudimentos da leitura e da escrita, a fim de que as forças armadas não perdessem outros milhares. Mas, mesmo isso não representa nem de perto toda a história. Quase todos nos EUA sabem ler atualmente, mas para muitas pessoas a leitura é ainda tarefa difícil. Evitam a leitura simplesmente por ser uma tarefa. Nunca chegaram ao ponto de poderem ler com suficiente facilidade, interesse e compreensão para realmente ter prazer nela.
Não obstante, jamais se deve subestimar o valor de saber ler bem. Quando se perguntou ao Professor Leslie B. Hohman, da Faculdade de Medicina da Universidade de Duke: “Que perícia ou atitude consideraria essencial para conseguir uma boa educação?” ele replicou: “Eu insistiria com afinco na leitura. . . . Com a exceção de uma mínima porcentagem de crianças com lesão cerebral, creio que todas as crianças possam ser ensinadas a ler. Sem dúvida, há numerosas crianças que podem ser ensinadas a ler mas que não estão sendo.”
Disse o então presidente da universidade de Yale, A. Whitney Griswold: “A meu ver, ensinar o máximo número de crianças a ler com facilidade, interesse e compreensão era quem os objetivos mínimos, se não for o objetivo mínimo. Via de regra, as escolas não alcançam nem este mínimo.” Por que é tão importante a leitura? Simplesmente porque abre caminho para todas as coisas já escritas. Contudo, visto que as escolas estadunidenses estão atualmente superdotadas, é claro que algumas crianças jamais adquirem este instrumento básico da aprendizagem — jamais aprendem realmente a ler. Cursam aos trambolhões o primário e o ginásio, às vezes se considerando sem inteligência. E, ainda que finalmente se formem com diploma, vieram a sofrer danos e humilhações durante todos os anos escolares pelo simples motivo de que jamais se lhes ensinou a ler bastante bem para aprenderem outras matérias a contento. Conforme indicaram os editores do Ladies’ Home Journal, tais estudantes têm “aprendido principalmente a odiar tudo que se pareça a um livro”, todavia, “com turmas menores e alguma atenção individual nos primeiros anos, talvez se tornassem leitores prazerosos”.
A Sra. Muriel Alexander, então diretora da Escola de Admissão ao Ginásio Kelly Miller, em Washington, D. C., protestou: “Temos cem crianças nesta escola que não sabem ler nem escrever. Imaginem — na escola de admissão ao ginásio!” Certo professor de Toledo, Ohio, EUA, disse: “Não é lastimável que no oitavo ano ainda não tenhamos tempo para ensinar tantos apenas a ler? Já não seria tempo de se fazer algo a respeito? Já é tarde demais para demasiadas pessoas.”
Alguns dos Problemas
Há provavelmente diversos motivos por que não se ensinam as crianças a ler bem. Um dos mais patentes é que simplesmente não há suficientes professores. Eis um exemplo típico em certa cidade grande. O número médio de alunos por turma era de 38, mas algumas turmas tinham até 58 alunos. O tempo que a professora podia dedicar a cada aluno, portanto, era limitadíssimo. Era possível que desejasse concentrar-se nos estudantes que precisavam de ajuda especial, mas simplesmente não tinha tempo para dar-lhes a quantidade de ajuda especial de que precisavam.
Outro assunto a se considerar é o método que se deve usar no ensino. Em princípios de 1900, as escolas foram ao extremo em ensinar os estudantes a pronunciar as letras e sílabas das palavras. Fizeram do uso da fonética um fetiche, e treinavam os alunos a pronunciar laboriosamente até palavras simples como sala por “saa-la”. Liam-se as palavras pedacinho por pedacinho, ao invés de como unidade. Os críticos, ridicularizando este sistema fonético, tacharam-no de método de “gemer e grunhir”. Na revolta contra a fonética fanática, “o reconhecimento da palavra”, “a leitura só com um olhar”, ou “a total configuração da palavra”, tornaram-se quase sagrados. O garoto devia dar uma olhada na palavra e pronunciá-la logo. Devia aprendê-la como um todo, não nas suas partes. Ele identifica a forma e a aparência inteira da palavra mediante uma gravura no caderno, ao invés de lutar com sílabas separadas. Todavia, há pontos a favor de ambos os métodos, e muitas pessoas acham que ambos foram levados ao extremo.
A ênfase na “preparação” da criança para a leitura é outro ponto freqüentemente discutido. Glenn McCracken, diretor duma escola em New Castle, Pensilvânia, EUA, crê que “‘a preparação para a leitura’ se tenha tornado um dos termos mais excessivamente usados do dia”. Disse ele: “Usamo-lo para defender nossa incapacidade de ensinar mais crianças a ler. Tantas crianças deixaram de se aproveitar da instrução na leitura no nível inicial que chegamos à conclusão de que não estavam preparados para ler.” A opinião dele é: “É nosso programa que não está preparado e não os alunos.” Outro supervisor disse: “Vou falar-lhes francamente, não sabemos na realidade se nossos alunos estão preparados ou não. Simplesmente prosseguimos e lhes ensinamos a ler!”
Achar Uma Solução
Como equacionam as escolas o problema da leitura? Algumas estão criando programas especiais para melhorar a leitura que, conforme relatado, estão conseguindo resultados excelentes. Tal programa estava em andamento em St. Louis, Missouri, EUA. Criaram-se pequenas “turmas de vinte” para o ensino concentrado das perícias básicas da leitura, da soletração e da aritmética a estudantes escolhidos do terceiro ano que têm deficiência especial nestes campos. Escolheu-se o terceiro ano porque, do quarto ano em diante se espera que o aluno obtenha considerável informação dos livros que precisa estudar sozinho, e não pode ter êxito se não souber lê-los.
Relata-se que, com este treinamento especial, crianças que não sabiam ler nada foram ensinadas a ler em questão de apenas poucos meses, e que a maioria das crianças dobram sua eficiência durante os primeiros quatros meses. G. M. White, escrevendo no Ladies’ Home Journal, disse acerca das crianças que mostraram tal consecução espetacular: “Ao adquirirem os instrumentos básicos da aprendizagem, quase que desaparecem os problemas de comportamento.” Relata ainda que o Superintendente Auxiliar William Kottmeyer, encarregado deste programa para melhorar a leitura nas escolas públicas daquela cidade, disse sem rodeios: “Todas as crianças habilitadas para assistir às aulas regulares das escolas públicas podem ser ensinadas a ler. Se não aprendem, é porque não se lhes ensina.”
Tais resultados, porém, são conseguidos em turmas pequenas em que os professores podem dar atenção especial a cada aluno, e quando o uso sábio e correto tanto da fonética como do treino (estas palavras horrendas aos ouvidos de muitos educadores modernos) foi acompanhado de êxito definido. Poucas pessoas sugeririam que seria sábio voltar aos métodos dos princípios de 1900, mas um número considerável de pessoas acha que os métodos modernos foram longe demais. Os programas para melhorar a leitura se estão expandindo, mas é interessante notar a opinião do Superintendente Ernest C. Ball, de Mênfis, Tennessee, EUA, que se jactou de que suas escolas não tinham nenhum programa para melhorar a leitura. Explicou ele: “Nós a ensinamos do modo correto desde o começo.”
Ensiná-la do modo correto desde o começo estaria, com toda probabilidade, bem mais dinheiro e professores do que se acham atualmente disponíveis, a fim de que se pudesse dar atenção individual pelo menos às crianças que têm necessidade especial dela.
Para que Seu Filho Leia
Tudo isso é bem entendido por todo pai. Como está seu filho nesta questão? Sem dúvida é preciso usarem-se vários métodos nas escolas se os alunos de capacidades e talentos amplamente variados hão de fazer tanto progresso quanto possível. Mas, por certo o genitor não é deixado fora do treinamento de seu filho.
A maioria das crianças leriam melhor se lessem mais. Via de regra, o bom leitor é aquele que lê bastante. Na leitura, como em outros campos, não há substituto para o treinamento e a experiência. Mas, será que é possível tornar isto um prazer e não apenas uma tarefa maçante? É possível, sim. Pode ajudar seu filho a desejar ler, a desejar saber o que se encontra nos livros. Pode ler-lhe coisas interessantes, aguçando-lhe a curiosidade a respeito de estórias em livros, e, pelo seu próprio exemplo, pode mostrar-lhe a alegria de ler as coisas escritas.
A criança que deseja realmente aprender algo, em geral o aprende. Portanto, uma atmosfera no lar conducente à leitura a animará. É claro que, a fim de ter tal atmosfera, os próprios pais têm de gostar de ler coisas boas e tirar proveito delas — dando assim ao filho o exemplo. Também, têm de fornecer material para a leitura que seja de interesse para o filho, que não seja além da sua capacidade de ler, que o filho possa compreender e que lhe suscite à curiosidade a tal grau que deseje esforçar-se de lê-lo. Haverá bastantes coisas para desviar-lhe a atenção, principalmente a televisão. Mas, a televisão não substitui a leitura. Os pais podem entreter seus filhos por ler para eles — tornando-o um prazer, assim como a televisão é um prazer.
O sentimento da aprovação e apreço paternos das suas consecuções pode também servir de incentivo para o filho. Quando os esforços do filho não foram tão bem sucedidos quanto o genitor desejava, o encorajamento, junto com louvor ao esforço bem feito, ainda consegue muito mais do que a condenação. Mas, visto que o prazer obtido de certo ato não vem na frente de aprender a fazer tal ato, e visto que aprender envolve trabalho, talvez seja necessário também insistir que o filho se empenhe na tarefa de aprender a ler.
Nos dias atuais, é quase essencial a pessoa saber ler com facilidade e compreensão. Isto se dá se desejar aprender simplesmente as coisas que precisa aprender na escola, se desejar tornar-se um adulto inteligente e maduro, se desejar melhorar sua mente, ou se desejar apenas colher informações de modo a tirar conclusões sãs e inteligentes. A leitura não perde a popularidade entre aqueles que sabem avaliar o conhecimento e o prazer que traz, ainda que esteja perdendo a popularidade entre aqueles que jamais aprenderam a ler bastante bem para que não seja uma tarefa maçante.
O leitor tem algo a dizer sobre a categoria em que se encontra, e tem algo a dizer sobre a categoria em que se encontrarão seus filhos. Sabe ler bem — lendo com facilidade, compreensão e entendimento? Se não, poderá melhorar sua leitura pelo estudo e a prática. Será que seus filhos sabem ler bem? Se não, então poderá ajudá-los pelo exemplo, pelo interesse, por tornar-lhes a leitura realmente convidativa, e por cuidar de que façam o esforço necessário para aprender esta perícia básica que serve de porta para tantos outros tipos de conhecimento.

 G 71 22/01


Quando os pais aprendem a apreciar a leitura, o filho certamente também apreciará.

 Este é um presente que devemos dar a nossos filhos, o amor pela leitura. Eles agradecerão no futuro.








quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Ensinar desde a infância......

Para minha querida sobrinha Maria Eduarda.

Murilo  sobrinho-neto


Comece a ensinar seu filhinho a ler
O autor deste artigo é um professor com muitos anos de prática, tanto em escolas públicas como em aulas particulares.
À MEDIDA que corre os olhos por estas linhas, está empregando uma habilidade que constitui o próprio fundamento da educação: a capacidade de ler. Ao empregar esta habilidade básica, apreendendo idéias da página impressa, pode tomar ciência de eventos do passado remoto, do presente, e — como se fosse dum projeto — do futuro. Pergunte a si mesmo: “Como seria a minha vida se eu jamais tivesse aprendido a ler?”
Todavia, a pesquisa nos revela que grande número de estudantes do 2.° grau e de universitários são incapazes de ler a um nível essencial para o êxito em suas tarefas escolares. Deduz-se, então, que uma habilidade tão básica em nossa vida deveria ser aprendida tão cedo na vida quanto possível. Segue-se, portanto, que ensinar nossos próprios filhinhos a ler deveria ser algo de importância primária.
Muitos pais adotam a idéia errada de que a educação duma criança começa quando ela entra no pré-primário (ou jardim de infância), ou no primeiro ano. A realidade é que, desde seu nascimento, aquele cerebrozinho parecido a um computador já está LIGADO, apenas aguardando que as informações lhe sejam supridas, para poder armazená-las para uso posterior Assim, comece a “programação” na época do nascimento. Livre-se da idéia incorreta de que apenas ‘pessoal habilitado’ pode ensinar alguém a ler. Extensa pesquisa comprova que o modo como uma criança desempenha certas tarefas, tais como aprender a falar e aprender a ler, está “intimamente relacionado, segundo se julga, à natureza da interação inicial da criança com seus pais, à dose de atenções que mostram para com o bebê, e sua capacidade de incentivá-lo à exploração independente”. (Jornal The New York Times, Seção de Educação, página 6,10 de janeiro de 1982)
Os pais, por conseguinte, têm de avaliar o papel que desempenham em ajudar seu filhinho a dominar a habilidade de ler, que será útil em prevenir muitos problemas frustradores na escola, mais tarde. Por começarem com processos simples, e torná-los parte rotineira da vida do filhinho, este aprenderá a dominar as habilidades que o capacitarão a ler antes mesmo de ir para a escola.
Assim, a situação ideal é começar tão cedo quanto possível. Comece por ocasião do nascimento, por falar constantemente com seu bebê. Lembre-se, ele está tentando aprender uma “língua estrangeira” e precisará de toda a ajuda que lhe puder dar. Seus comentários carinhosos e toda a comunicação vocal não só confirmarão seu amor por ele, mas também, de forma contínua, o exporão àquela língua estrangeira que ele tenta tão desesperadamente aprender.
De início, o processo de aprendizagem ficará principalmente nos sons orais. Ao se tornar mais cônscio das coisas em seu redor, ajudas visuais desempenharão importante papel. A sua seleção de brinquedos será de ajuda, uma vez que o interesse dele durará mais caso ele se divirta. Nos primeiros meses, objetos de cores brilhantes captarão a atenção dele. O formato do brinquedo pouco lhe importará, quer tenha forma de um animal ou de uma letra do alfabeto. O que importa é que ele está-se distraindo, assim, por que não familiarizá-lo bem cedo com os instrumentos que precisará para ler, ao mesmo tempo em que ele se diverte com eles?
Comece com uma ou duas letras, em cores brilhantes, do alfabeto. Estas se acham disponíveis em muitas lojas como brinquedos para estimular a dentição. Use-as assim como outros brinquedos, mas talvez com um pouco maior ênfase, referindo-se ao nome das letras. À medida que o bebê cresce, aumente o número delas.
Quando estiver dando seus primeiros passinhos, ele já poderá identificar muitas dessas letras, embora talvez ainda não consiga falar. Esteve em contato com elas por um ano, através dos sentidos. Ele as via, ouvia-o — a seu pai ou mãe — repetidamente dizer o nome delas, brincava com elas e as mordia. Logo estará pronto a utilizar estes instrumentos que são, agora, brinquedos bem conhecidos.
Depois de seu filhinho conhecer todas as letras do alfabeto, o próximo passo é apresentar em linguagem infantil as letras na ordem em que aparecerão impressas. Visto que o português é escrito da esquerda para a direita, será necessário orientar a criança neste sentido. Ao ler para ela, esteja cônscio disso por apontar freqüentemente as palavras, à medida que vai lendo, de modo que o movimento de seus olhos se faça da esquerda para a direita. Quando souber falar, coloque algumas letras em seqüência e peça a ela que diga os nomes delas numa ordem da esquerda para a direita. Mostre gravuras de objetos que se movam da esquerda para a direita na página. Devem ser simples e óbvias . . . um cachorrinho andando para pegar sua comida à direita, um menino pronto a chutar uma bola à direita.
Quando ele já conseguir fazer um completo reconhecimento das letras e a ordem da esquerda para a direita, comece a formar palavras conhecidas. Um bom começo é o nome do bebê. Poderá usar uma gravura duma criança fora de casa que chama seu amiguinho para brincar. A gravura é óbvia. A criança do lado de fora está com as mãos em concha perto da boca, olhando para a casa, e até uma criancinha entende que está chamando alguém. Poderá dizer a seu filho que, visto não podermos ouvir o que ela está dizendo, é necessário empregar letras para nos esclarecer o que está falando.
“Eis aqui as letras que usaríamos se estivéssemos chamando o seu nome.” Daí, soletre as letras do nome do seu filhinho e fale sobre este. Trabalhe apenas com essa palavra, até que ele consiga identificar aquela combinação específica de letras com o seu nome e possa reconhecer seu nome quando o vir. Seja paciente! Deixe que progrida no nível dele. Faça disso uma brincadeira e lembre-se sempre de elogiá-lo pelos seus esforços. Nesse ponto, tente simplesmente instilar nele a idéia de que as letras impressas eqüivalem a sons proferidos (letras = sons).
Quando puder reconhecer o nome dele assim que o vê, vá gradualmente acrescentando outras palavras. Por exemplo: Num cartão de tamanho médio, escreva em grandes letras maiúsculas a palavra CAMA. Coloque o cartão sobre uma cama e explique: “Estas letras nos fornecem o som de CAMA.” Fale sobre as letras que formam essa palavra e deixe que ele mencione cada letra da esquerda para a direita. Deixe o cartão sobre a cama por vários dias. Gradualmente, adicione outros cartões a objetos conhecidos.
Tenha presente que ele não está lendo a esta altura, mas simplesmente aprendendo que as letras impressas representam sons vocais. Depois de lhe apresentar diversas palavras, faça disso uma brincadeira de ver quantos cartões ele consegue colocar junto (ou sobre) o objeto correto. Quando já tiver realizado isto, o bebê terá dominado. . .
Os Três Primeiros Passos
1. Reconhecer e mencionar o nome de cada letra do alfabeto.
2. Citar o nome das letras da esquerda para a direita.
3. Entender que as letras impressas representam sons vocais.
Ele está então pronto para conhecer as letras pequenas ou minúsculas. Muitas cartilhas ilustram-nas com animais adultos e seus filhotes, e isto será uma boa ajuda. Talvez se deva mencionar também que um caderno simples de caligrafia será de grande ajuda para os pais, de modo que possam escrever mais tarde as letras como a criança as verá na escola. Não tente ensinar seu filhinho a escrever as letras a essa altura. Lembre-se, seu alvo é ensinar-lhe a ler. Não o sobrecarregue com uma tarefa ainda mais difícil ao mesmo tempo. Ele naturalmente tentará escrever, assim como o vê fazer, e talvez precise de um pouco de orientação, de vez em quando, mas não faça da escrita um projeto para ele. Isso virá mais tarde.
“Meu Livro de Histórias Bíblicas”
Não se pode estabelecer nenhum limite de idade para os passos apresentados, mas os resultados dependerão da quantidade de tempo e de esforço que gastar. Presume-se que, já então, seu filhinho entrou em contato com muito material educativo, leu-se para ele extensivamente, ele tem seus livrinhos de gravuras e está a par de muitos dos versinhos infantis. Também, muitos pais acham de inestimável valor Meu Livro de Histórias Bíblicas com suas muitas gravuras. Tudo isto será de ajuda, à medida que seu filhinho começa agora a dominar a página impressa.
Sua primeira lição é com palavras rimadas. Recapitule alguns versinhos que ele já conhece e deixe que complete as rimas. Por exemplo:
Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar
Vamos dar a meia-volta, volta e meia vamos [dar].
Batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão.
Menininha quando dorme, põe a mão no [coração].
Ajude seu filhinho a entender que rimas são palavras que têm terminações que soam idênticas, mas que começam com diferentes sons. Faça com ele uma brincadeira, fornecendo-lhe uma palavra e lhe pedindo que tente dizer uma rima, por exemplo: PÃO — MÃO. Talvez precise fornecer-lhe diversos exemplos antes que ele entenda o que é rima. Escreva a palavra CAMA num cartão e peça à criança que diga o nome de cada letra. Diga-lhe: “Já dissemos os nomes das letras, agora leiamos a palavra. A palavra é CAMA. Agora, leia-a para mim — CAMA.”
Quando seu filhinho entender que a combinação de letras forma o som de CAMA, escreva outra palavra que rime com esta, no mesmo cartão — DAMA — e siga o mesmo processo. Mostre a semelhança de aparência e de som, exceto a primeira letra. Ajude-o a diferençar as duas palavras. Empregue repetidas vezes a palavra LEIA. “Leia esta palavra” (aponte para CAMA). “Agora leia esta palavra” (aponte para DAMA). “Agora eu vou ler uma palavra e você vai apontar com o dedinho a que eu ler.” Tais lições não deviam ser longas demais, visto que já exigem sério esforço intelectual da criança. No entanto, agora que ela já pensa em termos de leitura, mantenha este programa, se possível, numa base diária.
Na segunda lição, recapitule as duas palavras, CAMA, DAMA, e adicione outras duas do mesmo grupo (fama, gama, lama, etc.). Não acrescente outras palavras até que seu filhinho possa ler com facilidade cada uma das que já lhe foram mostradas. Isso levará várias lições, mas esta apresentação básica é essencial para que adquira uma boa base. Este método é eficaz por causa de sua simplicidade. A criança está familiarizada com rima, e tem de observar apenas a consoante inicial que altera o som. Refira-se a tais palavras como tendo um som de “AMA”, e continue trabalhando somente com este grupo de sons até que a criança possa ler qualquer palavra do grupo “AMA”, quer isoladamente, quer numa sentença. Por exemplo: CAMA DE FAMA. LAMA NA DAMA. Não prolongue a lição além do período em que a criança mostre interesse. Se ela se sentir forçada, ela rapidamente perderá o interesse em aprender a ler.
Quando ela já tiver dominado plenamente as palavras com som final “AMA”, passe para o grupo de palavras curtas que utilizam o som “ATA” (gata, lata, mata, pata, etc.) Siga o mesmo processo que no caso do grupo anterior, mas recapitule constantemente o grupo “AMA”. Apresente os dois grupos em pares, para que a criança grave os novos sons:
CATA DATA GATA LATA MATA RATA
CAMA DAMA GAMA LAMA MAMA RAMA
Peça-lhe que leia as palavras na mesma linha para proferir os sons finais iguais, e que leia de cima para baixo para dizer as palavras que começam com os mesmos sons iniciais. Em seguida, forme sentenças curtas, utilizando palavras de ambos os grupos. Peça-lhe que observe quais as palavras que são de cada um dos grupos.
A GATA DA DAMA CATA A LATA DA CAMA
De início, o bebê lerá cada palavra apenas pelo seu som, sem pensar na idéia representada. Peça que a leia várias vezes, e então lhe pergunte:
“O que tal frase dizia?”
“O filhinho acha que a gata vai pegar a lata com a pata?”
“Será alguma brincadeira da gatinha?”
Isto ajudará a entender que as palavras impressas expressam idéias e que aprender a ler é um prazer em potencial. Lembre-se sempre de elogiar os esforços que faça, não importa qual o índice de progresso dele.
Seria útil ter um grande caderno de anotações, pondo-se cada grupo de sons numa página separada. Isto será útil também nas recapitulações. Exemplo da página 1 e da página 2:
AMA
cama dama gama lama mama rama
a cama a dama a lama a rama
cama da dama, gama da lama
ATA
bata gata lata mata pata Tata
a gata a lata a mata a pata
gata da Tata. Lata da nata.
bata a pata na lata.
(Introduza os sons ATA e AMA)
gata lata mata pata rata
cama dama fama gama rama
a cama da dama é de rama da mata
a pata da gata na cama da dama
Prossiga por várias páginas com palavras que apresentem a vogal A, utilizando terminações com diferentes consoantes, antes de passar para a vogal E (dedo, Eva, é, pé, Zé, etc). Visto que o programa de leitura principiou com a vogal A, é necessário que se gaste muito mais tempo com este grupo de palavras, uma vez que o inteiro conceito de leitura é algo novo para a criança. No entanto, ao progredir à vogal E, verificará ser mais fácil para seu filhinho dominá-la, e precisará de menos tempo, o que lhe permitirá continuar o programa com as outras vogais, I, O, U. A bem do ensino, tente usar sempre palavras com menos letras, só progressivamente empregando palavras com maior número de letras, e polissílabas.
Já por essa época ficará muito contente de ouvir seu filhinho ler palavras de outras fontes. Algumas das estórias mais simples que costumava ler para ele, deveria então poder ler para o leitor, talvez com um pouco de ajuda.
Muito embora os pormenores deste programa tenham sido aqui abreviados, em razão do espaço, este método tem-se mostrado muito bem sucedido no caso de muitas criancinhas. Muitas conseguiram ler matéria bem difícil, até mesmo textos da Bíblia, já aos quatro anos.
Logo todos os seus esforços, e os dele, serão recompensados. Que emoção será ouvir seu filhinho ou filhinha realmente ler! Que alegria será vê-lo entretido com um livro, em vez de sempre vendo televisão! Mas, espere só até fazer uma longa viagem e ele se curvar no assento de trás do carro com um livro em mãos. Quando ele não mais perguntar: “Quanto tempo falta para chegarmos?”, mas, em vez disso, afirmar: “Já chegamos?”, então saberá que realmente “atingiu seu objetivo”.

G 84 22/7  

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Galeria de cartões

Uns veem essas coisas apenas como curiosidades...
outros como evidências da gradiosidade do poder e da sabedoria do Criador, Jeová.
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Corvos são aves muito inteligentes, e a imagem acima não deixa dúvidas.
Nela, um corvo pega carona em um abutre.
A cena inusitada foi flagrada em Soria, na Espanha.
(Foto: Reprodução/Telegraph)
 
"pergunta, por favor, aos animais domésticos, e eles te instruirão;
Também às criaturas aladas dos céus, e elas te informarão." - Jó 12:7
 
 
Recebi essa imagem com os comentários, do irmão Paulo Patrinhani, achei lindo, assim estou compartilhando com vocês.

domingo, 7 de novembro de 2010