domingo, 13 de março de 2011

Permafrost



  Aprender é mais do que apenas assimilar fatos ou poder lembrar-se de informações. Pessoas religiosas nos dias de Jesus faziam isso com suas orações repetitivas. (Mateus 6:5-7) Mas como as afetavam as informações? Produziam frutos justos? Não. (Mateus 7:15-17; Lucas 3:7, 8) Parte do problema era que o conhecimento não penetrava no seu coração nem as afetava para o bem.

  De acordo com Pedro, com os cristãos deve ser diferente, tanto naquele tempo como agora. Ele nos exorta a suprir à nossa fé o conhecimento que nos ajudará a evitar sermos inativos ou infrutíferos. (2 Pedro 1:5, 8) Para isso ser assim no nosso caso, temos de querer crescer neste conhecimento e desejar que nos afete bem fundo, que penetre no nosso íntimo. Isto talvez nem sempre aconteça.

  Nos dias de Paulo, os cristãos hebreus tinham um problema neste respeito. Por serem judeus, tinham algum conhecimento das Escrituras. Sabiam de Jeová e de alguns dos seus requisitos. Mais tarde, acrescentaram conhecimento sobre o Messias, exerceram fé e foram batizados como cristãos. (Atos 2:22, 37-41; 8:26-36) No decorrer de meses e anos, eles devem ter assistido a reuniões cristãs, nas quais podiam participar em ler textos e em comentar. Ainda assim, alguns não cresceram em conhecimento. Paulo escreveu: “Embora devêsseis ser instrutores, em vista do tempo, precisais novamente que alguém vos ensine desde o princípio as coisas elementares das proclamações sagradas de Deus e vos tornastes tais que precisais de leite, não de alimento sólido.” (Hebreus 5:12) Como aconteceu isso? Poderia acontecer também conosco?

  Como ilustração, considere o permafrost, o solo permanentemente congelado no Ártico e em outras regiões onde a temperatura média é abaixo de zero. O solo, as rochas e as águas freáticas ficam solidamente congelados, às vezes até a profundeza de 900 metros. No verão pode ocorrer um degelo do solo da superfície (chamado de camada ativa). No entanto, esta camada fina de solo degelado usualmente é lamacenta, porque a umidade não consegue penetrar no permafrost mais abaixo. As plantas que crescem naquela camada fina de cima são freqüentemente miúdas ou atrofiadas; suas raízes não conseguem penetrar no permafrost. Talvez pergunte: ‘O que tem que ver o permafrost com eu crescer no conhecimento da verdade bíblica?’

  O permafrost ilustra bem a situação de alguém cujas faculdades mentais não se envolvem ativamente na assimilação, na recordação e no uso do conhecimento exato. (Veja Mateus 13:5, 20, 21.) É provável que a pessoa tenha a capacidade mental de aprender diversos assuntos, inclusive a verdade bíblica. Estudou as “coisas elementares das proclamações sagradas de Deus” e talvez se tenha habilitado para ser batizada, assim como aqueles cristãos hebreus. No entanto, talvez não ‘avance à madureza’, às coisas além da “doutrina primária a respeito do Cristo”. — Hebreus 5:12; 6:1.

  Visualize alguns desses cristãos em reuniões lá naquele tempo. Estavam presentes e despertos, mas envolvia-se sua mente em aprender? Estavam ativa e seriamente crescendo em conhecimento? Talvez não. No caso dos imaturos, qualquer envolvimento nas reuniões como que ocorria apenas numa camada fina, ao passo que por baixo havia uma profundeza de gelo. As raízes das verdades mais sólidas ou complicadas não podiam penetrar nesta região de permafrost mental. — Veja Isaías 40:24.

  Algo similar poderia acontecer com um cristão hoje em dia. Embora presente às reuniões, talvez não aproveite essas ocasiões para crescer em conhecimento. Que dizer da participação ativa nelas? No caso de novos ou de jovens, oferecerem-se para ler um texto bíblico ou darem um comentário nas palavras do parágrafo talvez exija muito esforço, refletindo um exercício excelente e elogiável da sua capacidade. Mas Paulo mostrou que, no caso de outros, em vista do tempo que já são cristãos, eles devem avançar além desse estágio inicial da participação, se quiserem continuar a crescer em conhecimento. — Hebreus 5:14. 

   Caso um cristão experiente nunca progrida além de simplesmente ler um versículo da Bíblia ou de fazer um comentário básico diretamente do parágrafo, é provável que sua participação proceda apenas da “camada ativa” de cima na sua mente. Poderiam passar uma reunião após outra enquanto as profundezas do seu potencial mental continuam congeladas, para continuar com nossa ilustração do permafrost. Deveríamos perguntar-nos: ‘É assim comigo? Permiti o surgimento duma espécie de permafrost mental? Quão mentalmente alerta e interessado estou em aprender?’ Mesmo que não nos sintamos à vontade com as nossas respostas honestas, podemos começar desde já a dar os passos necessários para crescer em conhecimento.

   Não importa quanto tempo já nos associemos com a congregação, podemos tomar a resolução de avançar à madureza e a maior conhecimento. No caso de alguns, isto significará preparar-se com mais diligência para as reuniões, talvez renovando os hábitos seguidos anos atrás, mas que aos poucos foram abandonados. Quando se prepara, procure determinar quais são os pontos principais e entender textos bíblicos não conhecidos, usados para desenvolver argumentos. Procure novos ângulos ou aspectos na matéria de estudo.  Esforce-se a estar mentalmente alerta, como que mantendo sua mente bem aquecida. Isto contrabalançará qualquer tendência de se formar um “permafrost”; esforço consciente derreterá também qualquer condição “congelada” que talvez se tenha desenvolvido anteriormente. — Provérbios 8:12, 32-34.






W 93 15/08

sexta-feira, 4 de março de 2011

Você Realmente Ama a Jeová e a Jesus?

A garotinha tinha 5 anos. Certo dia, esperando com a mãe no caixa de uma loja, ela viu um colar de pérolas! Branca; a brilhantes, num estojo cor de rosa.
'Por favor, mamãe, posso comprar'?' A mãe percebeu o grande interesse da filhinha. O colar custava R$ 3,50.
“Se realmente deseja vou pensar em algumas tarefas para você e logo poderá guardar o dinheiro para comprá-lo.” Logo que chegou a casa ela esvaziou o cofrinho de moedas e contou, Tinha 47 centavos, Após o jantar ela fez mais do que as tarefas regulares.
Também foi ajudar à vizinha, cuidando de limpar a horta e o jardim, Ganhou mais algumas moedas. Sua avó lhe deu 2,00. Mais esforço e economia e conseguiu os 3,50, para comprar o colar. Ela amava suas pérolas. Usava-as em todo lugar - na escola, reunião, no campo, em casa e até para dormir.
Ela tinha um pai muito amoroso, Toda noite antes de dormir ele parava tudo o que estava fazendo e subia as escadas para ler uma história para ela. Certa noite, quando terminou a história, ele perguntou filha: Você me ama?'Claro papai. Você sabe que eu te amo.' 'Então me dê suas pérolas.' Ah, papai. Minhas pérolas não. Mas pode ficar com meu ursinho. “Gosto muito dele.” Tudo bem,
querida. Papai ama muito você. Boa noite: Deu-lhe um beijo.
Uma semana depois, ocorreu o mesmo diálogo. 'Pode ficar com minha bonequinha. Ela é novinha, ganhei de presente. É bonita. Também pode ficar com o cobertor amarelo dela que combina com seu pijama'.
Tudo bem, durma minha filha. Papai te ama: Deu-lhe um beijo carinhoso. Algumas noites depois, quando seu pai chegou, ela estava sentada na cama, com as pernas cruzadas. chegou perto, notou que o queixo tremendo e uma lágrima rolava pelo rosto 'Que está acontecendo querida? problemas?'
Ela não disse nada. Só estendeu a mãozinha. E quando ela abriu, lá estava o pequeno colar de pérolas. 'Aqui papai, entregou com lágrimas nos seus olhos aquele colar que a tanto tempo seu amoroso pai vinha pedindo, com uma mão seu pai pegou seu colar de pérolas de plástico e com a outra ele puxou do bolso um estojo de veludo azul com um colar de pérolas genuínas
e o deu para sua amada filhinha.
Há uma aplicação muito interessante, veja: Tinha tido o colar todo o tempo, seu amoroso pai estava esperando que sua filha renunciasse aquele barato colar para dar-lhe algo de verdadeiro valor. Assim é também com nosso pai celestial. Está esperando que nós renunciemos às coisas sem valor em nossas vidas para que nos dê tesouros preciosos.


Isto me faz pensar sobre as coisas a que nos apegamos, Se desejamos saber o que Jeová tem para nos dar devemos dar a ele aquilo que ele a muito nos pede. ( Mt. 6:33) e para refletir em não reter qualquer coisa de Jeová, como nosso amor , nosso trabalho voluntário no ministério.





Recebi este texto e achei interessante. Bom para refletirmos. 
Tenham um bom dia.