sexta-feira, 2 de abril de 2010

Procure recomeçar...Parte 2


Continuação das palavras do Dr.David Harold Dink

O estudo dos acidentes industriais mostra que a média de acidentes aumenta quando os operários não estão satisfeitos em seus empregos. Muitos chamados casos acidentais são, em realidade, formas subconscientes de auto-mutilação. para ilustrar, vejamos: Uma mãe, brigando com sua filha, volta-se bruscamente e quebra a perna, devido a tensão nervosa. Isto aconteceu nos meus velhos dias de cirurgia ortopédica. Perguntei-lhe como se sentia sobre o que acontecera. A mãe se mostrou complacente, mas sem remorsos. "Pelo menos Dorlene não vai andar por aí" disse-me ela. "Terá que ficar em casa e tratar de mim".

A dra. Flanders Dunbar coligiu uma série de casos que pareciam "acidentes". A análise desses pseudo-acidentes, provou que eles tinham sido uma forma de ajustamento a situação desagradável, por meio de uma auto-mutilação inconsciente. Algumas dessas situações desagradaveis eram devidas ao desajustamento ao trabalho.

Os empregadores sabem que o homem que mais frequentemente adoece é o que não gosta de seu trabalho. O que, porém, eles não sabem é que muitas vezes o próprio emprego é o causador da moléstia.

.... Traduzindo em linguagem simples o que algumas escolas ensinam é que todos os nossos ajustamentos dependem do modo pelo qual ganhamos a vida. Há uma certa verdade nesta teoria, embora esse modo de afirmá-lo seja demasiado exclusivo. Um semântico acrescentaria as palavras, "em parte", depois da palavra "dependem".

Naturalmente seu trabalho exerce influência sobre seu aspecto na vida. Ele lhe da uma situação, um lugar na comunidade, e facilita as outras pessoas a formarem uma opinião sobre você. Você, por seu turno, é influenciado pelo que os outros pensam de você. Seu trabalho influi sobe seu ajustamento à familia e aos amigos. O modo pelo qual ganha sua vida penetra todas as sua relações sociais. Se seu ajustamento ao trabalho é um abcesso inflamado, toda sua vida fica envenenada pela infecção local.

Normalmente, um homem gosta de seu trabalho. O trabalho é mais que um simples meio de ganhar dinheiro. O trabalho é um meio de vida. O trabalho é uma oportunidade de criar. É uma oportunidade de exercitar nossas habilidades e capacidades técnicas, enfrentando problemas e resolvendo-os. Trabalho é alegria.

Se não se sente feliz no trabalho é porque alguma coisa esta errada. Talvez o erro seja quanto ao emprego. Talvez seja o chefe ou o gerente que descarrega seu nervosismo em cima de você. Ou talvez qualquer coisa esteja errada consigo mesmo. Uma jovem que se arrastava no emprego, passou repentinamente a achar que tudo eram rosas, quando recuperou o homem de quem gostava.

Talvez o emprego esteja certo e voce esteja bem, mas trata-se apenas de um caso de incompatibilidade. Nesse caso um novo impulso é indicado.

Por que o mau ajustamento o torna doente? Qual o modo pelo qual o mau ajustamento ao trabalho afeta suas emoções, seu diencéfalo e sua digestão? A resposta é: - pela decepção e pelo conflito. Voce deseja seu pagamento, mas quer fugir às circunstâncias em que o ganha. Não pode obter ambas as coisas. O resultado é a indecisão, a confusão mental e uma onda de inibições que se empraiam sobre o seu cérebro.

O mau ajustamento no trabalho é a campainha de Pavlov que significa três refeições certas e uma série sem fim de choques elétricos, na forma de contrariedades, derrotas e desânimo. Quer e não quer, ao mesmo tempo, daí surge a neurose.



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