domingo, 13 de novembro de 2011

Todas as torrentes hibernais correm para o mar, contudo, o próprio mar não está cheio.


Eclesiastes 1



1 As palavras do congregante, filho de Davi, rei em Jerusalém. 2 “A maior das vaidades”, disse o congregante, “a maior das vaidades! Tudo é vaidade!” 3 Que proveito tem o homem de toda a sua labuta em que trabalha arduamente debaixo do sol? 4 Uma geração vai e outra geração vem; mas a terra permanece por tempo indefinido. 5 E também o sol raiou e o sol se pôs, e vem ofegante ao seu lugar onde vai raiar.
6 O vento vai para o sul e faz o giro para o norte. Gira e gira continuamente em volta, e o vento retorna logo aos seus giros.
7 Todas as torrentes hibernais correm para o mar, contudo, o próprio mar não está cheio. Ao lugar de onde correm as torrentes hibernais, para lá elas voltam a fim de sair correndo. 8 Todas as coisas são fatigantes; ninguém pode falar disso. O olho não se farta de ver, nem o ouvido se enche de ouvir. 9 Aquilo que veio a ser é o que virá a ser; e o que se tem feito é o que se fará; de modo que não há nada de novo debaixo do sol. 10 Existe algo de que se possa dizer: “Vê isto; isto é novo”? Já tem existido por tempo indefinido; o que veio à existência é de tempo anterior a nós. 11 Não há recordação de gente de outrora, nem haverá dos que virão a ser mais tarde. Não se mostrará haver recordação nem mesmo daqueles entre os que virão a ser ainda mais tarde.
12 Eu, o congregante, vim a ser rei sobre Israel em Jerusalém. 13 E pus meu coração a buscar e a perscrutar a sabedoria em relação a tudo o que se tem feito debaixo dos céus — a ocupação calamitosa que Deus tem dado aos filhos da humanidade para se ocuparem nela. 14 Vi todos os trabalhos que se faziam debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e um esforço para alcançar o vento.
15 Aquilo que foi feito torto não pode ser endireitado, e aquilo que é carente é que não se pode contar. 16 Eu é que falei com o meu coração, dizendo: “Eis que eu mesmo aumentei grandemente em sabedoria, mais do que qualquer outro que veio a estar antes de mim em Jerusalém, e meu próprio coração tem visto muita sabedoria e conhecimento.” 17 E passei a empenhar meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer a doidice, e vim a conhecer a estultícia, que isto também é um esforço para alcançar o vento. 18 Porque na abundância de sabedoria há abundância de vexame, de modo que aquele que incrementa o conhecimento incrementa a dor.

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Que caminho percorre o ciclo da água?
Os filósofos gregos ensinavam que a fonte da água dos rios não era a chuva, mas sim a água dos mares que, de alguma forma, fluía de debaixo da Terra para o topo das montanhas, tornando-se fonte de água fresca. Um comentário bíblico afirma que Salomão apoiava esse conceito. Considere as seguintes palavras inspiradas de Salomão: “Todas as torrentes hibernais correm para o mar, contudo, o próprio mar não está cheio. Ao lugar de onde correm as torrentes hibernais, para lá elas voltam a fim de sair correndo.” (Eclesiastes 1:7) Será que Salomão realmente quis dizer que a água do mar era de alguma forma levada ao interior das montanhas para se tornar a fonte dos rios? Para responder a essa pergunta, vejamos em que os conterrâneos de Salomão acreditavam sobre o ciclo da água. Será que o pensamento deles a respeito disso era moldado por falsos conceitos?
Menos de um século depois da época de Salomão, o profeta de Deus, Elias, mostrou que sabia de que direção devia esperar a chuva. Nos seus dias, houve no país uma grande seca de mais de três anos. (Tiago 5:17) Jeová Deus causou essa calamidade ao seu povo porque eles o haviam rejeitado em favor do deus da chuva cananeu, Baal. Mas Elias ajudou os israelitas a se arrepender e, por isso, ele estava agora disposto a orar pedindo chuva. Enquanto orava, Elias pediu a seu ajudante que olhasse “na direção do mar”. Elias ficou sabendo que sua oração havia sido respondida quando foi informado de que ‘subia do mar uma nuvem pequena, como a palma da mão dum homem’. Logo, “os próprios céus se enegreceram com nuvens e vento, e começou a haver um grande aguaceiro”. (1 Reis 18:43-45) Assim, Elias mostrou que conhecia o ciclo da água. Ele sabia que nuvens se formariam acima do mar e seriam sopradas sobre a Terra Prometida por ventos que viriam do leste. Até hoje, esse é o método que proporciona chuva para a terra.
Cerca de cem anos após Elias ter orado pedindo chuva, um humilde lavrador chamado Amós destacou um detalhe importante sobre a fonte do ciclo da água. Amós foi usado por Deus para profetizar contra os israelitas que oprimiam os pobres e adoravam deuses falsos. Para que não fossem mortos por Deus, Amós os exortou a ‘buscar a Jeová e continuar vivendo’. Daí, ele explicou que apenas Jeová devia ser adorado, porque Ele é o Criador, “Aquele que chama as águas do mar, para derramá-las sobre a superfície da terra”. (Amós 5:6, 8) Mais tarde, Amós repetiu esse maravilhoso fato sobre o ciclo da água e sua direção. (Amós 9:6) Assim, Amós mostrou que os oceanos são a fonte principal das chuvas da Terra.
Esse fato foi cientificamente comprovado por Edmond Halley, em 1687. Mesmo assim, levou tempo para que outros aceitassem as evidências mostradas por Halley. “A idéia de que existe um sistema circulatório no interior da Terra, por meio do qual a água do mar é levada até o topo das montanhas e lá descarregada, continuou até o início do século 18”, declara a Encyclopædia Britannica Online. Hoje, a verdade sobre a direção do ciclo da água é de conhecimento geral. A mesma fonte explica: “As águas do mar evaporam, depois se condensam na atmosfera, caem na Terra em forma de precipitação e finalmente correm nos rios de volta para o mar.” Fica claro então que as palavras de Salomão sobre o ciclo da chuva, registradas em Eclesiastes 1:7, se referem ao mesmo processo envolvendo nuvens e chuva.

Fonte: G 01/01/2009

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